Blog da família Coutinho, com origem em Sedielos - Peso da Régua, e hoje espalhada pelo mundo. Este será um meio de comunicação entre nós e os amigos. Publicaremos também alguns artigos de interesse geral, nomeadamente sobre o nosso querido Douro.
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
O RIO SERMANHA

Quando nos encontramos no santuário de S. Tiago, podemos usufruir de uma paisagem raríssima, em termos de diversidade e beleza natural. Se a poente podemos observar a freguesia de Sedielos, quase na sua totalidade, podendo alcançar a olhos nus o vale do Douro até à curva de Barqueiros, também a nascente, a Serra do Marão, em toda a sua altivez e esplendor nos oferece um cenário de contornos magníficos e indescritíveis.

Iniciamos a nossa caminhada em direcção à Serra, começando por apreciar as povoações da Ferraria e Fontainhas, tendo como fundo a imponente e altiva «Fraga da Ermida». Encantados com tamanha e rara beleza, já vamos passando as «Laceiras» em demanda do ponto mais alto do Marão, já visível deste local. Continuamos nesta excursão pedestre, avistando as nascentes de Valinhas, o Monte Meão, a Escaleirinha, a Mesa dos Mouros e lá bem no alto, pertinho do Céu, a Fraga das Águas. É possível, neste pico, vislumbrar um regato (quase invisível no Verão) onde tem origem o Rio Sermanha. Fitados neste ermo, vamos andando como quem está deixando o mundo para trás e ser absorvido pelas entranhas da montanha, até nos encontrarmos num sumptuoso e descampado átrio a que o povo chama de «Largo das Águas Santas».

Cercados pela serrania e deleitados com tamanho silêncio e indescritível calmia, decidimos seguir o percurso fluvial cujo caudal aumentado pelas águas da ribeira de Valinhas se transformou já num ribeirão. Algumas centenas de metros a jusante e na margem direita, deparamos com um rincão de penedos jorrantes de águas límpidas e frescas que nos convidam a uma longa e apreciada degustação. Não há dúvidas. São as fontes das Águas Santas! São estas as águas férreas, cloretadas e hipossalinas ideais para tratamento de maleitas gástricas e de resultados inequívocos, cujas lendas populares designam acertadamente de milagrosas.

Saciados da sede e impedidos pela vegetação de continuar a acompanhar o rio nesta tortuosa e precipitada descida, ali ficamos a apreciar o seu percurso até à curva da «Ponte da Fraga». Aqui, neste local esquecido nas profundas das faldas da serra, teve no início do século XX origem a linhagem dos Coutinhos, à qual orgulhosamente pertencemos. Esta localidade, outrora de grande predominância estratégica, por ser a única travessia possível para a Ferraria e Ermida, foi durante indetermináveis décadas, o núcleo de moinhos mais importante que este rio teve em todo o seu percurso. Lamentavelmente, encontram-se estes moinhos literalmente abandonados e numa fase de degradação tal, que em alguns casos, já é impossível a sua recuperação. Continua precipitada e tortuosamente este curso natural de água a sua fuga à serra, alcançando seguidamente o Amial, onde nos é possível a sua travessia com destino às Fontainhas, Vinhós e Senhora do Viso. A Lameira vem logo a seguir, e o seu percurso começa a suavizar-se até ao «Poço da Pituda».

 

Um banho no "Poço da Pituda"  Foto de Daniela Coutinho

Encontramo-nos no local mais apropriado para a prática do banho, e muito concorrido nas épocas balneares. Outrora era um local retirado, onde só acorriam alguns ripícolas devido à existência de um imponente moinho, agora abandonado, mas que poderia ser recuperado para local de assistência desta zona de lazer. O «Poço da Pituda» era uma poça cascalhuda, tornando-se num local quase deletério, mas de rara beleza, oferecida sobretudo por uma bela cachoeira existente e ainda hoje apreciável. Contudo, devido a um aumento de frequência nos anos 70 do pretérito século, em detrimento de outras poças como a «do Chora», a montante e a «da Trave», a jusante, no principio da década de oitenta foi construída uma represa que, ao permitir um maior armazenamento de águas, torna este local, bem servido por uma rodovia de boa qualidade (Sermanha - Covo), na melhor piscina natural das redondezas.

 

 0001apxbVegetação junto ao "Poço da Pituda"  Foto de Daniela Coutinho

A próxima povoação banhada por este rio é sem dúvidas a mais importante, e por isso a que lhe dá o nome, Sermanha, encontrando-se na sua margem direita. Sermanha, por fazer parte de um itinerário dos «caminhos de S. Tiago», proveniente da Rede e com destino a Fontes e Vila Real, tornou-se num dos pólos mais ricos de Sedielos, atraindo desta forma famílias abastadas e ligadas à produção de Vinho do Porto. Ainda hoje se destacam as quintas «da Enxertada» e da «Portelada». É nas extremas desta quinta que desagua a ribeira de Queijados, aumentando assim o caudal deste rio, sendo ao mesmo tempo ponto de divisão das freguesias de Sedielos e Vila Marim e dos concelhos de Peso da Régua e Mesão Frio.

 

PonteCavalar.jpgA Ponte Cavalar

 

A jusante, e já na freguesia de Moura Morta, somos deliciados com uma pérola de construção de cariz medieval, a ponte romana «de Cavalar», num óptimo estado de conservação, permitindo ainda hoje a comunicação (sobretudo pedestre) entre estes dois concelhos. Sempre a ver aumentar o volume das suas águas, aí vai tortuosamente rasgando o seu percurso este respeitoso rio, que agora passa ao fundo de Cidadelhe para logo a seguir dizer adeus a Oliveira, ambas do Concelho de Mesão Frio, mas em margens opostas.

Volvidas algumas centenas de metros, uma viragem inesperada à direita, aproveitando o desfiladeiro entre belos e produtivos vinhedos de onde já se pode entrever lá no fundo, o Granjão. Aqui, e já praticamente em final de percurso, encontramos um moinho de três rodízios datado do séc. XVIII, hoje transformado numa acolhedora unidade de turismo rural. E assim, desde a Fraga das Águas até ao Granjão, acompanhamos o percurso deste curso de água onde se podem pescar as trutas, barbos ou enguias, e ao qual se deu o nome de rio Sermanha. Agora serenamente espraia-se na tranquilidade do majestoso Rio Douro, ao qual se entregou e por este será conduzido até à mui nobre e invicta cidade, para depois, num gesto de ternura e pura amabilidade, serem oferecidas as suas águas puras e cristalinas ao Oceano Atlântico.

Basileia/Suiça-Fev.2006

Casimiro Coutinho



publicado por MSC às 09:33
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OS SILVAS

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Porque nas veias nos corre o sangue desta família, partimos à descoberta na ciência heráldica de um brasão que identificasse esta estirpe.


Não foi difícil encontrá-lo, já que, corresponde a uma das mais ilustres famílias da Península.


Analisando a Genealogia relativa à mesma, fomos verificar que também neste caso as origens são toponímicas e derivam da Torre da Silva, situada na Aldeia do Alderete, freguesia do Cerdal , em Valença do Minho.


A freguesia do Cerdal tem uma área de 21 km quadrados, 1750 habitantes e um património cultural e edificado bastante rico, destacando-se a Igreja e Convento de Nossa Senhora de Mosteiró que data de 1392, edificada pelos Franciscanos. De realçar ainda uma ponte e calçada de origem romana.


Foi em meados do Século XI que se conheceu o primeiro personagem a usar o apelido Silva. Trata-se de D. Guterre Alderete da Silva, rico homem de origem Galega e Senhor destas terras ,cuja chefia de nome e armas se encontram actualmente na Casa dos marqueses de São Paio.


Os Silvas usam por armas: de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho. Timbre: o leão do escudo. Com toda a honra vinda da procedência, somos parte integrante da netopia desta insigne família.


Basileia /Suiça – Fev.2006


Casimiro Coutinho



publicado por MSC às 00:18
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